sábado, 25 de junho de 2011

Cruzeiros selecionam para temporada



A temporada de cruzeiros marítimos só acontece no verão, mas o período de contratações está a pleno vapor. Já foram contratados 3.383 brasileiros para os 17 navios que cruzarão as baías do País a partir de outubro. Por enquanto, o número é 10,4% menor em relação a 2010, quando havia 5.603 representantes do País em atuação, mas segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, esse contingente tende a crescer.
Isso porque a legislação do País determina que existam pelo menos 25% de conterrâneos contratados. No total, já estão empregados 13.524 tripulantes. A empresa Infinity Brazil é uma das que ainda mantêm canal para contratar novos funcionários. Para isso, basta se cadastrar no www.infinitybrazil.com.br. São oferecidas 500 vagas.
O gerente de recrutamento da Infinity, Marcelo Del Bel, afirma que nesta época do ano a demanda por vagas para brasileiros aumenta, sobretudo por conta da lei. "É a melhor hora para buscar uma vaga no mercado de navios de cruzeiro", ressalta o gestor.
Os profissionais mais requisitados são aqueles para trabalhar no restaurante, bar, cozinha e spa. Para essas funções, exige-se que o candidato tenha inglês ao menos em nível intermediário, além de experiência na área. Também estão em seleção pessoas para o departamento de vendas, fotos, recepção e entretenimento, mas nesses casos requer inglês avançado e também experiência no setor.
Os salários têm forte variação, mas um bartender chega a ganhar R$ 4.000, enquanto as funções de vendedor, barboy e assistente de garçom têm remuneração mínima de R$ 1.000.
PASSAGEIROS - O executivo da Costa Cruzeiros, René Hermann, afirma que o País é um dos maiores mercados emissores do setor no mundo. Na última temporada pela costa brasileira foram transportados 792.752 passageiros, sendo apenas 99.029 deles estrangeiros. "É um mercado em ascensão, que gera empregos e movimenta a economia", pondera. É a primeira vez que a empresa aporta em águas do Brasil, tendo como foco para esta temporada o Nordeste.
A operadora de viagens andreense CVC também está atenta para a venda de pacotes para este fim de ano. O gerente regional de vendas Richard Andreazza afirma que o Grande ABC tem público misto: desde os que nunca viajaram de navio, e que preferem roteiros mais curtos - os chamados minicruzeiros - até os que costumam fazer passeios longos com mais frequência.
A expectativa do gestor é que o incremento no número de passageiros embarcados pela operadora em navios seja de 20%, contra os 180 mil transportados na temporada passada. "Teremos 11 navios e pacotes para atender diversos tipos de público", diz Andreazza

Setor proporciona economia e viagens a outros países
A vida no cruzeiro marítimo é para quem quer economizar. Além disso, a possibilidade de conhecer vários países é um dos motivadores para quem se propõe a passar vários meses a bordo de um navio. O ex-tripulante e agora professor de uma empresa que prepara profissionais do ramo Rodrigo Sales se encaixa nesse perfil.
"Sempre conto aos meus alunos que a maior vantagem é poder contar histórias que antes eu talvez nunca pudesse contar. Com apenas 21 anos, há três anos, conheci 16 países", comemora Sales. Entre os locais estão Caribe, Canadá, Bermudas, Ilhas Virgens.
Ele conta que o salário - de US$ 1.000 - chegava facilmente aos US$ 1.300 todos os meses: isso porque as caixinhas dos clientes são recorrentes. A vantagem é que esse dinheiro pode ser depositado, gerando lucros, já que não há despesas com alimentação e hospedagem. "Ainda é possível comprar equipamentos de última geração como laptops mais baratos nos Estados Unidos", lembra.
Apesar de descartar que os lados negativos sejam maiores que os positivos, eles existem: a distância da família, amigos e relacionamentos amorosos são empecilhos. "Quando eu namorava isso atrapalhou, mas com certeza teria me arrependido se tivesse deixado de viajar para ficar com a namorada", afirma.
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