A ruptura de um dos cabos complicou nesta segunda-feira as
tarefas de resgate do navio russo "Bulgária", que afundou em 10 de julho
no rio Volga, acidente no qual morreram afogadas mais de uma centena de
pessoas.
O rompimento do cabo ocorreu na manobra para endireitar a
embarcação que está a dez metros de profundidade e a três quilômetros do
litoral, segundo informaram as autoridades russas.
As equipes que participam da manobra de içamento do navio já substituíram o cabo danificado, mas ainda não conseguiram endireitar o navio sobre sua quilha, segundo as agências locais.
Nesses trabalhos participarão um grupo de especialistas que trouxeram à superfície o submarino nuclear "Kursk", que afundou em 12 de agosto de 2000 nas águas do mar de Barents em acidente no qual morreram seus 118 tripulantes.
Os analistas descartam que o "Bulgária" seja tão complexo como o do submarino, já que este estava em maior profundidade, em mar aberto e carregava bombas nucleares.
As autoridades temem agora o vazamento de combustível no Volga, o rio mais caudaloso da Europa, por isso que transportaram à região um equipamento para o bombeamento de resíduos poluentes.
Por sua vez, as equipes de salvamento prosseguem as buscas dos 14 desaparecidos no naufrágio do "Bulgária", onde viajavam 208 pessoas, entre tripulantes e passageiros.
Pelos dados oficiais, 79 pessoas foram resgatadas, enquanto os mergulhadores recuperaram 114 corpos.
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, exigiu pulso firme na investigação do naufrágio.
"Tantas vítimas, tantos crianças morreram. É horrível que devamos pagar este tributo pela falta de vergonha, a falta de zelo, a cobiça e a grosseira violação das regras de segurança técnica", apontou.
O naufrágio do "Bulgária", um navio com 70 metros de comprimento construído na Tchecoslováquia em 1955, foi o acidente fluvial mais grave na Rússia em quase 30 anos.
texto: Terra Brasil
imagem: autor desconhecido
As equipes que participam da manobra de içamento do navio já substituíram o cabo danificado, mas ainda não conseguiram endireitar o navio sobre sua quilha, segundo as agências locais.
Nesses trabalhos participarão um grupo de especialistas que trouxeram à superfície o submarino nuclear "Kursk", que afundou em 12 de agosto de 2000 nas águas do mar de Barents em acidente no qual morreram seus 118 tripulantes.
Os analistas descartam que o "Bulgária" seja tão complexo como o do submarino, já que este estava em maior profundidade, em mar aberto e carregava bombas nucleares.
As autoridades temem agora o vazamento de combustível no Volga, o rio mais caudaloso da Europa, por isso que transportaram à região um equipamento para o bombeamento de resíduos poluentes.
Por sua vez, as equipes de salvamento prosseguem as buscas dos 14 desaparecidos no naufrágio do "Bulgária", onde viajavam 208 pessoas, entre tripulantes e passageiros.
Pelos dados oficiais, 79 pessoas foram resgatadas, enquanto os mergulhadores recuperaram 114 corpos.
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, exigiu pulso firme na investigação do naufrágio.
"Tantas vítimas, tantos crianças morreram. É horrível que devamos pagar este tributo pela falta de vergonha, a falta de zelo, a cobiça e a grosseira violação das regras de segurança técnica", apontou.
O naufrágio do "Bulgária", um navio com 70 metros de comprimento construído na Tchecoslováquia em 1955, foi o acidente fluvial mais grave na Rússia em quase 30 anos.
texto: Terra Brasil
imagem: autor desconhecido